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Agricultura de precisão no setor florestal do Brasil

Por Guilherme Estevam Tanaka

Drones, mapeamento, imagens de satélite e silvicultura de precisão: estas são uma das palavras que mais definem o setor florestal do Brasil atualmente.

Com uma grande possibilidade de estudos para minimizar os impactos ambientais e trazer aspectos positivos tanto econômicos como sociais, as ferramentas de sensoriamento remoto e geoprocessamento são potencializadoras de acurácia, principalmente na área de aplicação de produtos fitossanitários.

Aeronaves não tripuladas são usadas para acompanharem a saúde da cultura, como florestas de reserva que podem sofrer situações de intoxicações ou plantios de eucalipto e pinus que perdem folhas com ataques de insetos e fungos.

Através do NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) é possível deduzir a qualidade da vegetação e junto com outros sistemas de relações identificar possíveis locais de pragas com alto grau de precisão.

Outro impacto importante do setor florestal do Brasil com a agricultura de precisão é que seus resultados são vantajosos do ponto de vista de preservação ambiental quando comparados ao passado.

Já que antes tínhamos dados nada precisos com diferenças grandes de coleta de GPS, assim as áreas de preservação, por exemplo, poderiam ser superestimadas ou subestimadas.

Hoje é possível delimitar essas áreas por mapeamento online, assim como na BemAgro, que oferece em sua plataforma uma ferramenta de georreferenciamento de forma remota, a partir do próprio produtor rural com desktop ou smartphone.

Vantagens da aplicação da agricultura de precisão no setor florestal do Brasil

A agilidade em resultados é uma das principais vantagens. A contagem de plantas é um belo exemplo de um trabalho antes oneroso e impreciso, que agora pode ser obtido em poucos minutos e de forma muito mais precisa.

O algoritmo processa os modelos digitais de terreno e superfície, determinado a topografia, localização georreferenciada das plantas e estrutura de copas. Além disso, outros impactos também podem ser evitados com previsões de erosões em grandes áreas declivosas.

A geração de mapas de produtividade é importante quando analisada em uma grande cadeia de produção. Em casos florestais é preciso entender a evolução da quantidade de volumetria de uma área ou talhão. Para que futuramente possa ser moldado um melhor planejamento de colheita e distribuição da polpa celulose na grande maioria dos casos.

Saber o quanto será ofertado para indústria e se esta oferta atenderá ou não a demanda é importante por diversos fatores: evitar possíveis gastos, tentar aumentar a taxa do produto ou usar alternativas diferentes para essa tecnologia ter uma maior maximização.

Todo esse planejamento no setor florestal permite um melhor controle dos valores e otimização de custos. Quando os dados são padronizados é possível aumentar o espectro de análises. Pode-se aplicar testes estatísticos, modelagens e indicadores ecológicos para melhor integrar a proteção florestal por meio de diversos relatórios de análise ambiental.

É importante ressaltar que esses dados precisam ser cruzados com fontes de ordem pública, para que sempre haja uma melhor abertura neste viés de informação para a sociedade também.

Espera-se que a aplicação da agricultura de precisão no setor florestal do Brasil seja positiva e traga bons impactos socioeconômicos e ecológicos. Assim como geração de empregos na área ambiental cuja funcionalidade é de contribuir para a renda familiar e ao mesmo tempo tornando-se colaborativa também.

Guilherme Estevam Tanaka é Graduando no curso de Engenharia Florestal, na Universidade Federal de Uberlândia. Atua nas áreas de SIG, Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto com enfase em Análise de Paisagem e estudos de métricas. Participou do grupo NACEM (Núcleo Agroecológico do Cerrado Mineiro), CAEFU (Centro Acadêmico de Engenharia Florestal), RENAGRI (Recursos Naturais E Agrícolas). Realizou o TCC em Análise de Paisagem na área da LD celulose, nos anos de 1988, 1998, 2008 e 2018; estudos envolvendo estatísticas e análises ecológicas. Atualmente é estagiário no Laboratório de Geoprocessamento da BemAgro.

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